Alpha

Luanda, 10 de Janeiro de 2026. 


Olá, queridos leitores, e boa madrugada! Espero que estejam todos tão bem quanto eu hoje.


Mais um ano a começar com vocês aqui. É impressionante ver o quão longe chegamos, e a quanto tempo vocês tiram um momentinho do vosso dia para ler a minha pequena catarse semanal. 


Começar um novo ano é sempre divertido, mas desta vez... As coisas mudaram demais. 


Já não existe aquela ansiedade, já não existem expectativas irreais para um ano novo. E sinceramente, eu não posso deixar de sentir saudades desse sentimento. 

Já não há metas, não há planos... Nem sequer uma pequena lista das coisas que eu quero alcançar este ano. 

Não há nem uma esperança mínima de que as coisas mudem para melhor, tamanhas foram as decepções dos anos passados. 


Acho que a única coisa que me restou foi esperar que as coisas sejam minimamente suportáveis. É a única coisa que sinto realmente vontade de pedir ao universo, e com sorte, ele me dará o que eu peço sem pedir muito em troca. 


Esta primeira semana do ano foi passada nesse tipo de reflexões.


Quando foi que as coisas mudaram tanto, hm? Quando foi que a Grace que ficava em pulgas à espera do reset do ano se tornou simplesmente indiferente ao que se passa na sua própria vida?


Quando foi que as esperanças perderam a sua faísca? Quando foi que elas pararam de aparecer?


Quando foi que toda a vontade de viver desceu ralo abaixo?


As coisas estão imensamente diferentes. 


Eu já não me reconheço mais. E não é que desgoste deste meu novo ser, mas... Tenho medo da pessoa em que acabei me tornando. 


Na verdade, tenho tido medo de imensa coisa. E, mais que tudo, percebi recentemente que tenho medo de me permitir viver novas experiências, simplesmente por saber que me posso magoar e acabar matando todo o meu eu ao sufocá-lo em meio a tanta segurança. 


Eu sei, não me posso privar de viver situações estimulantes e que fazem o meu coração vibrar de alegria, mas a minha zona de conforto é tão, tão segura...


Eu definitivamente já não sei mais o que fazer quanto a mim mesma. Agora sim, percebo que sou um caso perdido. 

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